O que é Procrastinação?

Quantas vezes você adiou uma tarefa? Com que frequência você chega atrasado aos compromissos? Costuma deixar tudo para a última hora?
Não é à toa que existe o ditado: “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. Provavelmente todos nós já adiamos ou deixamos alguma tarefa para o dia seguinte. Mas, e quando esse comportamento se torna um hábito que traz prejuízos para a vida da pessoa? Nesse caso, passamos a discutir sobre procrastinação.

Procrastinação é o hábito de adiar coisas que precisamos fazer, dando inúmeras razões para justificar tal atitude (sendo elas frágeis ou até falsas). Deixa-se para depois o estudo, a consulta ao médico, o início de um regime alimentar, a declaração do imposto de renda, entre outros. As consequências desse tipo de ato são danosas, prejudicando a vida profissional, familiar e social. Aquele que não cumpre certas obrigações decepciona o outro, perdendo credibilidade e oportunidades. Além disso, o procrastinador se frustra consigo mesmo por não conseguir atingir os objetivos.

Há inúmeros fatores que levam alguém a adiar uma tarefa e/ou desenvolver um padrão procrastinador. A falta de autocontrole explica a maior parte delas. Isso ocorre porque as pessoas são mais sensíveis aos efeitos imediatos do seu comportamento e não às consequências tardias. Sendo assim, tarefas mais trabalhosas, desagradáveis, difíceis e com efeitos recompensadores a longo prazo, têm pouco controle sobre o comportamento do ser.

As orientações para a mudança de um hábito procrastinador são específicas para cada caso. É preciso investigar os motivos que levam alguém a esse ato. Contudo, algumas dicas são gerais e podem servir para a maioria das pessoas:
• Liste todas as atividades do dia;
• Faça uma escala de importância e urgência das atividades;
• Seja realista: crie metas possíveis de serem cumpridas. Alta expectativa e tempo insuficiente para a realização das mesmas aumentam as chances de frustrações e desistência;
• Utilize agenda e fique sob controle dela. Estabeleça dia, horário e tempo para realizar as tarefas;
• Identifique os motivos que o tira do foco e se conscientize deles;
• Aprenda a dizer não. Não deixe que a necessidade de agradar as pessoas o faça assumir responsabilidades que dificulte ou impeça a realização dos seus compromissos;
• Permita-se errar. Melhor feito do que perfeito. Portanto, faça!
• Se a tarefa é longa e cansativa, crie intervalos para descansar e recarregar as energias para voltar à tarefa;
• Vá riscando as atividades conforme as conclui. Isso é extremamente importante para monitorar o engajamento e avaliar o avanço na tarefa.

Em linhas gerais, é preciso saber planejar os compromissos, criar meios realistas para realizá-los e avançar aos poucos. A sensação de “missão cumprida”, em contraste ao mal-estar de um comportamento procrastinador que rumina o problema ou que não cumpre com os seus objetivos, é o que motivará uma mudança deste padrão comportamental.

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