A habilidade de ouvir a um pedido de ajuda

Os episódios de suicídio e autolesão envolvendo o Jogo da Baleia Azul e a série da Netflix “13 Reasons Why” são a ponta do iceberg dos problemas vivenciados de forma calada por tantos adolescentes. Além disso, chamam a atenção para a existência de transtornos mentais na adolescência, tais como a Depressão e o Transtorno de Personalidade Borderline.

Diante deste cenário, as piadas em torno desse assunto e as alternativas sugeridas de punir esses adolescentes – como forma de resolução desses problemas – retratam o quanto a sociedade não está preparada para lidar com esta questão. Tais atitudes só agravam a situação, estigmatizando estes adolescentes, distanciando-os ainda mais de um pedido de ajuda efetivo e aumentando a sua vulnerabilidade em engajar-se em atividades que levem a desfechos de suicídio e automutilação.

Nesse sentido, primeiramente é preciso criar condições para que os adolescentes falem, isto é, ouvi-los. No entanto, ouvir de forma que possibilite o outro falar, requer uma habilidade aparentemente simples, mas que poucos possuem. É preciso parar para escutar, estar atento, buscar compreender sem julgar, acolher, ser empático e validar suas emoções.

Abaixo, exemplos de afirmações invalidantes:

Imagem_Artigo.jpg

Vale ressaltar que não há sentimentos certos ou errados, nem sem motivos. Todos são legítimos. Ignorá-los não os anulam, apenas denigre quem os sente. Na dúvida, apenas escute e, de preferência, com o coração. A ajuda de um profissional também é de grande importância em situações como essa. O psicólogo pode não só auxiliar o adolescente que está em sofrimento como também orientar aqueles que o cercam sobre os manejos adequados nestas situações. Afinal, a vida de uma pessoa não é brincadeira!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *